As eleições se alternam: num ano escolhemos presidente, governadores, senadores e deputados (eleições gerais, como 2026); dois anos depois, prefeitos e vereadores (eleições municipais). O voto é secreto e obrigatório para quem tem de 18 a 70 anos, e facultativo para quem tem 16 ou 17, mais de 70, ou não sabe ler. Cargos de chefe (presidente, governador, prefeito) e senador são decididos pelo sistema majoritário; deputados e vereadores, pelo proporcional.
Na prática: Em 2026 cada eleitor vota em seis cargos: deputado federal, deputado estadual (ou distrital no DF), senador, governador e presidente.
O eleitor digita o número do candidato, confere a foto e confirma. Ao fim da votação, cada urna imprime um boletim com seus totais, que é afixado na seção e enviado ao TSE. Esses boletins são públicos, então qualquer pessoa pode conferir a soma.
Na prática: Para votar em legenda (só no partido), basta digitar os dois primeiros números do partido nos cargos de deputado.
O 1º turno acontece no primeiro domingo de outubro. Se nenhum candidato a presidente, governador ou prefeito (em cidades com mais de 200 mil eleitores) tiver mais da metade dos votos válidos, há um 2º turno no último domingo do mês.
Na prática: Deputados e senadores são decididos sempre no 1º turno.
Só os dois candidatos com mais votos no 1º turno continuam. Vence quem tiver mais votos válidos. Vale para presidente, governador e prefeito de cidades com mais de 200 mil eleitores.
Na prática: O selo “2º TURNO” na Base indica quem segue na disputa.
Para concorrer é preciso estar filiado a um partido, ter domicílio eleitoral no local da disputa e cumprir requisitos como idade mínima. O partido pede o registro e a Justiça Eleitoral decide se a candidatura é apta (pode receber votos) ou indeferida.
Na prática: Idade mínima: 35 anos para presidente e senador, 30 para governador, 21 para deputado e prefeito, 18 para vereador.
A maioria dos mandatos dura quatro anos. A exceção é o senador, com oito anos. Presidente, governador e prefeito podem ser reeleitos uma vez seguida; parlamentares podem ser reeleitos quantas vezes conseguirem.
Na prática: Quem for eleito em 2026 toma posse em janeiro (Executivo) ou fevereiro (Legislativo) de 2027.
É usado para presidente, governador, prefeito e senador. Para os chefes do Executivo, é preciso a maioria absoluta dos votos válidos (mais de 50%) ou vencer no 2º turno. Para senador basta ter mais votos que os outros (maioria simples).
Na prática: Em 2026 cada estado elege dois senadores: os dois mais votados ficam com as vagas.
Usado para deputados e vereadores. Primeiro se soma o voto de todos os candidatos e da legenda de cada partido; depois as cadeiras são repartidas na proporção desses votos, usando o quociente eleitoral. Dentro de cada partido, ficam com as vagas os candidatos mais votados.
Na prática: Por isso um candidato muito votado pode ajudar a eleger colegas de partido, e alguém com muitos votos pode ficar de fora se o partido não atingiu o mínimo.